8.8.19

INFINITO

Revendo o passado.
Escrevendo o presente.
Pensando no futuro.
Até o momento ausente.

Sobre escrever e sobre sentir.
A alma e o corpo entendem.
Cada detalhe de um verso.
O poder em movimento anteverso.

Que o sopro seja infinito.
E a poesia seja mais linda.
Que as folhas de todas as árvores.
Que a despedida.

Que seja eterno.
Esse sentimento sincero.

Palavras em vão




VAMOS PULAR...


Descobrir o ritmo da vida.
Em se pese o silêncio.
Tudo é sinal de partida.
Mas e se você quiser recomeçar?

É preciso ver o que os olhos não vêem?
Foram anos de tentativas frustradas.
O resultado talvez seja a partida,
Para uma nova vida.

Vamos pular pra ver o funcionamento do corpo.
 Vamos correr contra o tempo.
Vamos sentir os sintomas do amor.
Mesmo com sentimento de medo.

As horas não contam o segredo.
De uma estrada sem freio.
Em cada tecla desse computador.
O amor saberá atingir em cheio.

Palavras em vão.



2.4.19

Ser

Pequeno.
Pequenino.
Pequenino ser.
Onde estará você?

Ali.
Aqui.
Por ai.
Aonde, ser?

O mundo te espera.
Quer te ver sorrir!
Vem encantar o mundo!
Vem sem querer ir.

O tempo é rápido.
Em que se pese os ruídos.
Eu sei que está perto,
Do calendário daqui.

Palavras em vão

1.4.19

Na Mesma Frequência..

Um sonho e
Uma esperança para cada freguês.
Todo mês a mesma frequência.
Este? Ai está a diferença.

Não há mês mais bonito.
Que o março e o brilho de seu luar.
Um março de flores e encantos.
Quem sabe! Será?

Torcida, em pé, aplaudem,
Um sonho.
Este dia chegará? Chegou!
A emoção virá mais forte ou não?


Na mesma frequência,
Os batimentos da alma soarão.
Será, em peso, um só.
Na calçada da fama do amor.

Palavras em vão.




19.10.18

OUTUBRO


Resolver escrever
Depois de tanto crer,
Que você, Outubro,
Um dia iria ser.

De Março à Julho,
O mundo virou-se tudo.
De canto a canto,
Um encanto.

De piso a muro,
Um sonho profundo
Da alma que grita
Pelo descanso: assista!

O Outubro avisa:
Estou indo! 
Seja bem vindo, Novembro!
Seja bem vindo e amém!

Palavras em vão

3.8.18

Quem diria, o Amor

Quem diria, o Amor!
Lindo, manso e tranquilo,
Leve como uma pluma,
Forte como o calor.

De repente, diz ele:
O amor não é de repente,
Vem como a brisa,
Nos tempos de quem sente.

Os caminhos são estreitos,
Até a chegada da temperança
E na alma, a certeza,
O Amor se derrama.

Para a solidão, uma palavra.
Para a vida, uma certeza.
Para os anos, a beleza,
De um casal sonhador.

Palavras em vão

A Construção - Sonho



O mundo pede que invista,
Mas os sentimentos não estão a venda.
À prazo, o tempo não para.
A solidão na areia jogada.

Aquele sonho ainda permanece,
A construção do tal alicerce,
Que traz vida, que traz sonho.
Em um pequeno pedaço de papel.

As lembranças de como era.
A era das lembranças,
Das folhas perfumadas,
Dos verdes pastos, das matas.

O minuto não pode parar,
Mesmo que a escuridão chegue.
A esperança não deve acabar,
E o sonho tem que se realizar.

Palavras em vão

19.3.18

Gargalhadas


Tem como não sorrir de tudo?
Ou para tudo?
Vamos sorrir do passado, do ontem,
Viver o que se tem de mais coerente e lindo.

Que bonito é!
Quão especial!
Nada se compara e
Se deleita.


Versos e prosas .
Imagens e momentos.
Estamos fora dos sentimentos,
Mais compreendidos. Vamos sorrir.

O que importa,
Já não importa.
O que se faz, nada, apenas.
O que é.

Palavras em vão.

17.11.17

É de cor em cor


Tudo ou nada?
De repente ou para sempre?
Que o amanhã não repare,
A falta do presente.

As palavras nunca foram seu vão.
Voltaram de antemão.
Para o que há de mais bonito.
Os passos todos seriam definidos.

Diziam: Sinta.
Viva. Em frente.
Por isso não invente.
Uma qualquer solução.

E o caminho preciso?
Encontrado. Recuou.
Mas o coração decidido.
Esse, amou.

Palavras em vão 

13.9.16

Mundo Nu e Cru

Observar e crer no mundo.
Que mundo? O mundo nu e cru!
De um lado, tecnologia,
Imerso de azul.

De outro, fronha sem cor.
Onde foi parar a emoção?
Pessoas e as suas quimeras,
Veias de noção.

Como dizer da vida,
E suas devoções?
Das palavras ditas em silêncio?
De pensamentos em pensamentos cheios de solução.

Melhor é se ater,
Ao que é bom.
Ao risco e rabisco da poesia,
Do amor, na melodia do som.

Juliana Matos