"Escrevo: por que a escrita me faz bem, muito bem,
uma, duas, três, várias palavras, poemas, versos, textos.
Só preciso que existam palavras e elas possam me ajudar
a encontrar o vão entre os meus pensamentos e sentimentos.."Juliana Matos

13.9.16

Mundo Nu e Cru

Observar e crer no mundo.
Que mundo? O mundo nu e cru!
De um lado, tecnologia,
Imerso de azul.

De outro, fronha sem cor.
Onde foi parar a emoção?
Pessoas e as suas quimeras,
Veias de noção.

Como dizer da vida,
E suas devoções?
Das palavras ditas em silêncio?
De pensamentos em pensamentos cheios de solução.

Melhor é se ater,
Ao que é bom.
Ao risco e rabisco da poesia,
Do amor, na melodia do som.

Juliana Matos

27.2.15

Por Acaso?


De repente e por acaso?
Não foi o que se mostrou.
O melhor acaso para nós,
Era em forma de amor.


Acaso dito por homens.
Cuidado feito por Deus.
Nossos caminhos se cruzaram.
Teus olhos nos meus.

Entre chuvas e sóis.
Nossos dias ficaram mais bonitos.
A companhia do outro.
É o que, então, se faz preciso.


Que todos os nossos acasos sejam perfeitos.
Como o toque doce dos nossos beijos.
Para sempre assim.
De repente, enfim!


Palavras em vão

4.2.15

Tudo não passou de um "jamais"


E ao olhar para a vida,
Indagar as verdades e impossibilidades,
Desfazer sentimentos, cobrar momentos,
Refrescar os sonhos e retirar os votos.

Quem nunca?
Acreditou demais,
E de repente,
Tudo não passou de um "jamais".

Fez parte do tempo,
Que leva e trás,
A esperança e o amor,
Nesse mundo de calor.

Precisar conversar e não ter,
Alguém que possa afagar,
Tudo faz parte do tempo,

Que não volta mais.

Palavras em vão

6.1.15

Sina




Já está certo e imaculado.
Quando o amor atingir às veias.
Deverá avisar a poesia e suas rimas de certa sina:
Serem jogadas na areia.

Sina triste desta poesia,
Que embora contenha tanta empatia,
Carregada de sons, formas, até melodias,
Será lançada, em prol de outras rimas.

Areia que percorrerá mares distantes,
Em busca de novos doces amantes,
Céus, luas, estrelas e sonhos adormecidos,
Dispostos a estarem, um dia, bem vindos.

E quando o amor novamente chegar,
Somente os mares e os amantes poderão testemunhar,
Outras formas de poesia.
Mais uma missão, enfim, se perpetuará.

Palavras em vão

20.11.14

Liberdade



Liberte-se,
Aos poucos de algo.
Aos muitos
E vá viver.

Deixe passar.
Liberte-se.
É como aproveitar.
É o que se tem.

Espere o tempo.
Viva o momento.
Nada é em vão
Ou será só um não.

Tudo tem sentido.
Um motivo, 
Seja sua própria libertação.
Seja somente feliz.

Palavras em vão.

Amém


Como se esperasse pela última vez
Sendo a primeira, ainda era insensatez
Acreditar que poderia ser real
Algo que nem mesmo era normal

Em únicos segundos
Uma fala, um porque
Esquecendo de tudo
Que se perdesse o mundo

De repente, a atividade
De um contexto esclarecedor
Para a visão, era noite fria
Para os ouvidos, palavras vazias

Um toque e
Tudo voltou a ser como antes.

Palavras em vão

Mundo Infantil



Desistir desse mundo infantil;
Entregar a ti palavras
Com todos os seus versos cansados
Amontoados, jogados às traças.

Uma vez, duas, três.
E por virar freguês
O mundo se refez,
Como se não houvesse mais nada.

Imagens disparadas
E silêncios ensurdecedores,
O perigo ali se encontra
Como se a alma fosse a conta.

A se pagar pela solidão
De escolhas e vazios
O tempo, assim, cruel,
Capaz de ferir qualquer possível sensação.

Palavras em vão

5.9.14

Medo de Amar

E, de repente, o medo
Faz do novo um receio
Não há mais a livre entrega
O beijo, como de fato, era... 

Palavras em vão

Sem Filtros

 
 Nada mais se compreende
O que se faz virou amostra de moda.
Pessoas em pleno vigor,
Mostrando ao público seu pudor.

É época do pano rasgado,
Do fone com som alto e emaranhado,
De pessoas com virtudes despidas
E silêncios, gestos encostados.

O mundo, dizem os bons: "está ao contrário",
Ou o contrário de algum certo amparo
Fez o mundo estar assim!
Será já o seu fim?

 É tempo das horas gritantes.
Uma semana, um ano viajante.
Os homens não olham mais para si,
Não se importam se estão aqui ou por ali.

Palavras em vão

31.8.14

Páginas de um Livro




Foste tão pequeno e indigno,
Leve devaneio,
Que as luzes da mente
Desnudam-o pela manhã.

Espera-se perfeição,
Não é o que devera ser,
Mas apenas resquício de um sonho
Entre tantos outros ao amanhecer.

Falsa existência que fere,
Típica de um domingo solitário,
Devaneio que vem de longe
Se faz tão perto e amargo.

Como páginas de um livro esquecido,
Que, de repente, vira um vício.
Relembrando marcos , fatos
E sentimentos já perdidos.

Palavras em vão