"Escrevo: por que a escrita me faz bem, muito bem,
uma, duas, três, várias palavras, poemas, versos, textos.
Só preciso que existam palavras e elas possam me ajudar
a encontrar o vão entre os meus pensamentos e sentimentos.."Juliana Matos

13.7.09



Pelo tempo que se foi..

e caminha nas carroçerias do nosso automóvel..

a poeira que lamenta..

todas as folhas caídas pelo chão.

as portas que se fecharam

sem ao menos dar a oportunidade

de ouvir o famoso e inevitável não..

nas celestes matrizes daquela luz..

rodeada de perfeição..

a verdade descoberta pelo doce..

e sensato embalar da razão..

esta razão cria a tua história..

em cada verso ela vai guiando

por entre raízes de pensamentos..

as sombras e os lamentos..

do vento que só faz soprar..

conduzir a chegada ao mar..

ao mar de rosas

que a imaginação produz..

sons e mais sons a tocar..

nossos ouvidos embalar..

aquele instante

hoje mais perto estará..

não adianta ficar..

as vezes os cantos dos nossos sonhos

nos fazem estalar os dedos.

e mudar..

a cada momento foi como pedra..

rocha impossível moldar..

não necessário, isso acreditar..

pelas vãs imagens

nada foi em vão..

em cada fusão se confunde a solução..

determinável é sim a razão..

foi por alguns segundos..

que duram a vida inteira..

este silêncio alegra..

quem disse que não sustenta..

a canção..

há sim dentro e ao menos dentro

de toda a perplexa intuição..

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