"Escrevo: por que a escrita me faz bem, muito bem,
uma, duas, três, várias palavras, poemas, versos, textos.
Só preciso que existam palavras e elas possam me ajudar
a encontrar o vão entre os meus pensamentos e sentimentos.."Juliana Matos

10.3.10

Papel


Em minha frente
um papel amassado
todas as desculpas nele contidas
todas as lágrimas nele derramadas
todas as esperanças nele estampadas

Como uma folha que o vento vai levar
como uma paixão que com o tempo vai escapar
como um pássaro a procurar o seu lugar
como o sol a se pôr e me deixar..

Neste papel amassado
palavras, centenas de palavras
que demonstraram com exatidão
muito dos meus sentidos

Jogo-o fora
ou ainda mantenho comigo?
Preciso esquecer,
mais talvez não me lembrar
seja a melhor forma de superar..

O que devo fazer,
se neste papel amassado
encontra-se tanto do meu querer
tanto de mim..
tanto do meu ser..

Palavras em vão

13 comentários:

Naty Araújo disse...

Ai ai ai, Ju...
Eu diria que esse poema foi feito pra mim kkkkkkkkkkk.
Exatamente o que queria dizer e nunca consegui.
Perfeito!
Lindo!

Vc é show.
BJos

LUCIMAR SIMON disse...

As vezes temos duvidas, e sao estas que nos fazem questionar algumas coisas e a realidade que nos cerca, se ha algo que te faz sofrer livre -se dele, é melhor sofrer por algo que nao tem do que sofrer por algo que se tem.

beijos

Joakim Antonio disse...

Todas as palavras que não são aceitas nunca se vão, o vento até as carrega mas elas retornam e trazem consigo, novos sentimentos.

Belo texto parabéns!

Ju Fuzetto disse...

Juju!!!

Muitas vezes é preciso estraçalhar o papel que ficou em nossas mãos...
é hora de virar a página e criar um novo sentido!!!

adoro suas palavras!!
beijos no coração!!!

Daniel Hiver disse...

Somos feitos de coisas que pensamos dizer e nunca pronunciamos. Chegamos a ensaiar mentalmente o que dizer, mas nunca dizemos. Ou por que mudam os contextos; ou por que não temos chances mesmo. Ou por que as pessoas que deveriam ouvir fecham os ouvidos, não atendem o telefone, essas coisas manjadas, que se repetem...
Por um outro lado nossas imaginárias lixeiras estão cheias de papel amassado. Coisas que saimos escrevendo, disparando para todo o lado... E a constatação mais pura e simples. Há alguém longe que devia estar mais perto; de preferência junto.

[ rod ] ® disse...

Os papéis que escrevemos montam um quebra cabeça do que somos e relatam o sabor do mais doce em vão!

Bjs moça e vim te convidar a ler-me em outro blog!

Carlos Augusto Matos disse...

Linda... Gostei muito... Tanto que se vc me permitir copiar e postar no meu blog?????

Bjuxxxx

Charlie B. disse...

A gente tem mania de não dizer, de querer mudar tudo, mas mas, a gente acaba amassando papéis pelo medo do que pode ser!

Charlie B.

Naty Araújo disse...

JU... Não poderia deixar de copiar aqui a resposta que te deixei lá...

Preciso conversar uma horinha com esse seu amigo pra vc ver se não convenço-o kkkkkkkkkkkk.
Existe sim a eternidade do amor, a partir do momento que queremos que ele seja eterno.
Tenho algumas coisas a dizer que convenceria-o, sem dúvidas.
Mas foi por isso que eu disse desse até o respirar cessar, porque muitos não acreditam que o amor é eterno... Pra quem não acredita nisso, eis minha palavra diferente. Que na verdade não deixa de ser o mesmo significado, só é vista por ângulos distintos.
Repare bem...
Ele acredita em amor eterno e não sabe.

Outro beijo pra vc.

pensador made in vaso disse...

muito bonito seu poema
parabéns!

abraços libertários

Tania Girl disse...

jogue fora e não tenha medo de ser feliz.
amei o poema.
bjos

Thomas Albuquerque disse...

Quanto amor, quanto amar
ainda há para se amassar?

Um dia esses versos embolados se tornarão poemas apaixonados.

beeeijos

Angel disse...

Guardar? Jogar fora? Não sei... se quer mesmo esquecer? O fim é um fato consumado? Perdeu-se a guerra?

Encarar o amor e suas vertentes não é uma tarefa fácil.

Lindo, Juliana!

Abraços.