"Escrevo: por que a escrita me faz bem, muito bem,
uma, duas, três, várias palavras, poemas, versos, textos.
Só preciso que existam palavras e elas possam me ajudar
a encontrar o vão entre os meus pensamentos e sentimentos.."Juliana Matos

4.7.10

Escrit(or)


Sou um poeta da escuridão
Um maestro de sonhos inevitáveis
Das manchas que se mostram pelo chão
Das súplicas intermináveis jorradas pela paixão

Intenso pela dor
Pela textura em versos com puro sabor
Sou poeta das ruas,
Do povo, da alma em esplendor

Desvendando mistérios sondáveis
Sou do mesmo que o teu quilate
Se temo em dizer que nada pode ser
Ao tempo, me contrario por querer

Misturo em folhas de papel
Sentimentos, palavras rabiscadas e tintas
Falhas, linhas mal traçadas
Assim, me descrevo com a razão de um poeta
Sem um livro na mão..

Palavras em vão

4 comentários:

Grasi disse...

Ju...
"me descrevo com a razão de um poeta sem um livro na mão.."
Coisa linda! Me identifiquei com isso!
Bjão lindona e um começo de semana super iluminado :)

Tania T. disse...

Ah que lindo!

Gostei demais.. Ficou perfeito!!

bjos'

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Achei linda a definição "Maestro de sonhos inevitáveis". Acho que é uma das mais belas descrições para um poeta que já vi.

A imagem está perfeita, é linda tb.

Boa semana, Ju

Maurício disse...

Poetando pela dor, pelos sonhos inevitáveis. Perfeito!

Bjo, Ju