"Escrevo: por que a escrita me faz bem, muito bem,
uma, duas, três, várias palavras, poemas, versos, textos.
Só preciso que existam palavras e elas possam me ajudar
a encontrar o vão entre os meus pensamentos e sentimentos.."Juliana Matos

21.12.10

PAZ


De repente, ela resolveu sair para se aliviar
O ambiente não lhe fazia bem, foi respirar ar puro
Talvez ver um pouco de natureza, os pássaros a cantar
Aquele lugar lhe parecia agonizante, sufocante..

Ela pensou em ir a um lugar calmo..
Logo veio em sua mente uma praça tranquila..
Para que pudesse sentar e sentir o vento tocar o seu rosto
Havia uma, perto de sua casa, e rapidamente se dirigiu

Ela queria jogar para fora todos os seus problemas
Como se pudesse lavar todas as dimensões que os carregassem
E depois preencher o espaço com leveza, força e pureza..
Foi assim que se sentiu, quando em um banco sentou

Instantes depois, ao seu lado alguém se pôs a sentar 
Logo seus olhos fitaram repentinamente aquele homem
Que, por muitos segundos, foi seu companheiro de silêncio
Era isso que ela buscava, talvez paz, talvez um silêncio voraz

E foi assim que percebeu, que alguns sentimentos 
Necessitavam de silêncio interior para serem compreendidos
Ambos então se entregaram a palavras ajustadas ao momento
Depois daquele dia ela entendeu o significado do amor 

e acima de tudo, de algo muito importante, a paz..

Palavras em vão

8 comentários:

Mikaele Tavares disse...

Às vezes, o silêncio diz mais do que certas palavras.

Linda a poesia!

Ivson disse...

Existem momentos que o silêcio de mais do que qualquer palavra. Bjão

Hosana Lemos disse...

"E foi assim que percebeu, que alguns sentimentos
Necessitavam de silêncio interior para serem compreendidos"

os mais puros, principalmente.

Leonardo B. disse...

Por minha grande falta de jeito, mas com o desejo de também partilhar o espírito desta quadra, partilho de Vitorino Nemésio, um outro Natal,

«Percorro o dia, que esmorece
Nas ruas cheias de rumor;
Minha alma vã desaparece
Na muita pressa e pouco amor.
Hoje é Natal. Comprei um anjo,
Dos que anunciam no jornal;
Mas houve um etéreo desarranjo
E o efeito em casa saiu mal.
Valeu-me um príncipe esfarrapado
A quem dão coroas no meio disto,
Um moço doente, desanimado…
Só esse pobre me pareceu Cristo.»

Com um sincero desejo de uma quadra plena,
Um imenso abraço,Juliana

Leonardo B.

Silviah Carvalho disse...

Lindo seu poema, feliz natal pra você e sua família.

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Ju minha linda.
E como precisamos dessa paz,serenar a mente, refletir e meditar...
vim deixar um grande abraço e aproveito pra te desejar um excelente natal pra vc e os seus, com mta paz, amor e fraternidade.
E que o novo ano de 2011 seja um ano muito bom!

Iorgama Porcely disse...

É no silêncio que encontramos as respostas para tudo, que desvendamos a nós mesmo.
Abraços!

Déya disse...

Paz que nosso coração tanto necessita que nossa mente busca...
silêncio que quando encontrado o amor vem junto...

lindo demais Jú amada!